Filmes violentos não são filmes
sobre violência, são gratuitos e para entretenimento. Isso muda quando existe
uma intenção por trás, um dizer sobre algo que se tornou comum de outra forma,
com outro olhar em perspectiva e em imagens. Não se faz um filme por fazer,
para simplesmente contar uma história qualquer que poderia se manter no papel.
O filme possui vida própria, tem suas cores em gritos e uma vontade tão grande
de existir que junta pessoas e soma suas ideias. Filmes sobre violência
pretendem o impacto, o banal refletido e exposto em milhares de frames, que
pedem para serem analisados. O poder, principalmente o poder, seja ele qual
for, transforma as pessoas. Nosso filme é sobre um segundo de poder, sobre
violência, sobre essa banalidade toda.
Utilizamos a desconstrução da
ordem cronológica da história como ferramenta na criação de mistério e
envolvimento, para assim entreter e divertir os espectadores. Assim,
acreditamos que o curta melhor desenvolve o roteiro, tornando-o mais dinâmico,
sem se prender em histórias paralelas, com cortes secos e cenas enxutas,
criando suspense sem um exagero de informações simplesmente jogadas.
Não peça a Deus fala sobre relações humanas, sobre traição, sobre
sentimentos aflorados, sobre como em um segundo um homem pode ter o poder de
Deus e decidir o futuro dos outros. O uso de câmera na mão nas cenas mais
tensas auxilia a dramaticidade das ações que se veem na tela.
A partir daí, criar uma trama que
pudesse seduzir e ao mesmo tempo nos trazer experiências ricas de trabalho com
técnica, montagem, estética e direção fez com que a proposta do curta fosse
desenvolvida.

Quero assistir!!!!
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