segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nossos segundos de poder


Filmes violentos não são filmes sobre violência, são gratuitos e para entretenimento. Isso muda quando existe uma intenção por trás, um dizer sobre algo que se tornou comum de outra forma, com outro olhar em perspectiva e em imagens. Não se faz um filme por fazer, para simplesmente contar uma história qualquer que poderia se manter no papel. O filme possui vida própria, tem suas cores em gritos e uma vontade tão grande de existir que junta pessoas e soma suas ideias. Filmes sobre violência pretendem o impacto, o banal refletido e exposto em milhares de frames, que pedem para serem analisados. O poder, principalmente o poder, seja ele qual for, transforma as pessoas. Nosso filme é sobre um segundo de poder, sobre violência, sobre essa banalidade toda.


Utilizamos a desconstrução da ordem cronológica da história como ferramenta na criação de mistério e envolvimento, para assim entreter e divertir os espectadores. Assim, acreditamos que o curta melhor desenvolve o roteiro, tornando-o mais dinâmico, sem se prender em histórias paralelas, com cortes secos e cenas enxutas, criando suspense sem um exagero de informações simplesmente jogadas.

Não peça a Deus fala sobre relações humanas, sobre traição, sobre sentimentos aflorados, sobre como em um segundo um homem pode ter o poder de Deus e decidir o futuro dos outros. O uso de câmera na mão nas cenas mais tensas auxilia a dramaticidade das ações que se veem na tela.

A partir daí, criar uma trama que pudesse seduzir e ao mesmo tempo nos trazer experiências ricas de trabalho com técnica, montagem, estética e direção fez com que a proposta do curta fosse desenvolvida.

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